Política de Privacidade do aplicativo Proc City
Última atualização: 18 de setembro de 2026
Esta Política descreve como o aplicativo Proc City coleta, utiliza, compartilha e protege dados pessoais. Ela se aplica exclusivamente ao aplicativo móvel para Android e iOS, e não ao site institucional da PROC GROUP, que possui política própria.
Controlador dos dados
Proc Soluções em Informática — Proc Especialistas em Infraestrutura de TI LTDA
CNPJ: 10.381.377/0001-91
Contato para assuntos de privacidade: suporte@procgroup.com.br
Telefone: (46) 3224-3532
1. O que é o aplicativo
O Proc City é um aplicativo de acionamento de emergência e avaliação de risco, fornecido no âmbito de programas municipais de proteção a pessoas em situação de violência doméstica e familiar.
O acesso é restrito: as contas são criadas pela administração do programa de monitoramento. Não há cadastro público nem criação de conta pelo próprio aplicativo.
O aplicativo possui duas funções principais:
- Botão de emergência — envia um alerta imediato, acompanhado da localização do aparelho, à central de monitoramento responsável.
- Questionário de avaliação de risco — registra informações usadas para dimensionar o risco e orientar as medidas de proteção.
2. Dados que coletamos
2.1 Dados de conta e autenticação
- Nome e endereço de e-mail;
- Senha, transmitida para validação do acesso;
- Identificador da unidade ou do local vinculado à conta;
- Token de sessão, armazenado no próprio aparelho.
2.2 Localização geográfica
O aplicativo coleta a localização precisa (GPS) do aparelho nos seguintes momentos, e apenas neles:
- no acionamento do botão de emergência;
- no registro de um questionário de avaliação de risco.
Não há rastreamento contínuo, coleta em segundo plano nem monitoramento do deslocamento fora desses eventos.
2.3 Dados técnicos do acionamento
- Endereço IP;
- Data e hora do evento.
2.4 Dados registrados no questionário de avaliação de risco
O questionário reúne informações sobre a pessoa protegida, seus dependentes e o suposto autor da violência. Podem incluir:
| Categoria | Informações |
|---|---|
| Identificação | Nome completo, nome social, CPF, RG, data de nascimento, filiação, naturalidade, endereço e telefone de contato |
| Perfil | Estado civil, escolaridade, profissão, cor/raça |
| Dados sensíveis | Religião, orientação sexual, identidade de gênero, situação de gestação, deficiências e condições de saúde |
| Contexto familiar | Informações sobre filhos e idosos residentes no domicílio, inclusive deficiências e condições de saúde |
| Histórico de violência | Tipos de violência sofrida, ameaças, existência e ciência de medida protetiva |
| Sobre o suposto autor | Identificação, endereço, contato, uso de substâncias, condições de saúde mental, uso de medicação controlada e histórico de violência |
Boa parte dessas informações constitui dado pessoal sensível nos termos do art. 5º, II, da Lei nº 13.709/2018 (LGPD). Elas recebem tratamento restrito, com acesso limitado às equipes do programa de monitoramento e aos órgãos de segurança pública competentes.
3. Para que usamos os dados
- Atender ao acionamento de emergência, permitindo que a central localize a pessoa e despache o atendimento;
- Avaliar o grau de risco e definir as medidas de proteção adequadas;
- Autenticar o acesso e manter a sessão ativa, de modo que o botão de emergência esteja sempre disponível;
- Registrar o histórico de atendimentos, para acompanhamento do caso e prestação de contas ao programa;
- Garantir a segurança da plataforma e apurar usos indevidos.
Os dados não são utilizados para publicidade, perfilamento comercial ou qualquer finalidade de marketing, e não são vendidos a terceiros.
4. Base legal do tratamento
O tratamento se fundamenta na LGPD, especialmente em:
- Art. 11, II, "e" — proteção da vida e da incolumidade física do titular ou de terceiro;
- Art. 11, II, "b" — tratamento compartilhado de dados necessário à execução de políticas públicas;
- Art. 7º, II e III — cumprimento de obrigação legal e execução de políticas públicas pela administração.
Dados de crianças e adolescentes são tratados em seu melhor interesse, conforme o art. 14 da LGPD, e apenas na medida necessária à proteção do núcleo familiar.
5. Com quem compartilhamos
O compartilhamento ocorre apenas quando necessário à finalidade de proteção:
- Central de monitoramento do município responsável pelo programa;
- Órgãos de segurança pública — Guarda Municipal, Polícia Militar e Polícia Civil — para resposta ao acionamento;
- Órgãos do sistema de justiça e da rede de proteção, quando requisitado no âmbito do caso;
- Autoridades competentes, mediante requisição legal ou judicial.
Não há compartilhamento com anunciantes, corretoras de dados ou parceiros comerciais.
6. Armazenamento e segurança
- Toda a comunicação entre o aplicativo e os servidores usa conexão criptografada (HTTPS/TLS), com validação do certificado do servidor;
- O acesso aos dados depende de autenticação individual, com perfis distintos para cada tipo de usuário;
- No aparelho, o aplicativo guarda apenas o token de sessão e os dados básicos da conta. A senha não é armazenada no dispositivo;
- Os dados ficam hospedados em servidores sob responsabilidade da PROC, com controle de acesso restrito às equipes autorizadas.
7. Por quanto tempo guardamos
Os dados são mantidos enquanto durar o vínculo da pessoa com o programa de monitoramento e, após o encerramento desse vínculo, por até 5 (cinco) anos, prazo destinado à instrução de eventuais procedimentos administrativos e judiciais relacionados ao caso.
Encerrado esse prazo, os dados são eliminados ou anonimizados, ressalvadas as hipóteses de guarda obrigatória previstas em lei.
A sessão do aplicativo permanece ativa por tempo indeterminado por uma razão de segurança: o botão de emergência precisa funcionar imediatamente, sem exigir novo login no momento do acionamento. Isso diz respeito à permanência do login, e não ao prazo de guarda das informações.
8. Seus direitos
Nos termos do art. 18 da LGPD, você pode solicitar a qualquer momento:
- Confirmação da existência de tratamento e acesso aos seus dados;
- Correção de dados incompletos, inexatos ou desatualizados;
- Anonimização, bloqueio ou eliminação de dados desnecessários ou tratados em desconformidade com a lei;
- Portabilidade a outro fornecedor;
- Informação sobre as entidades com as quais os dados foram compartilhados;
- Revisão de decisões automatizadas;
- Peticionar perante a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD).
9. Exclusão de dados e da conta
Para solicitar a exclusão da sua conta e dos dados pessoais associados, envie um e-mail para suporte@procgroup.com.br informando seu nome completo e o município em que está vinculada ao programa.
A solicitação é respondida em até 15 (quinze) dias.
Como o aplicativo integra um programa de proteção, pedidos de exclusão durante a vigência de medida protetiva são encaminhados ao órgão responsável pelo caso, que avalia os efeitos do desligamento sobre a sua segurança. Dados sujeitos a guarda obrigatória por determinação legal ou judicial podem ser retidos pelo prazo exigido, ainda que a conta seja encerrada.
10. Permissões solicitadas pelo aplicativo
| Permissão | Por que é necessária |
|---|---|
| Localização precisa | Informar à central de monitoramento onde você está no momento do acionamento de emergência. Sem ela, o alerta é enviado sem posição, o que atrasa o atendimento. |
| Acesso à internet | Enviar o alerta e sincronizar os dados com o servidor. |
A permissão de localização pode ser revogada a qualquer momento nas configurações do sistema operacional. O aplicativo continuará funcionando, mas o alerta deixará de informar sua posição.
11. Alterações nesta Política
Esta Política pode ser atualizada para refletir mudanças no aplicativo ou na legislação. A data da última atualização aparece no topo da página. Alterações relevantes são comunicadas pelos canais do programa de monitoramento.
12. Contato
Dúvidas, solicitações ou reclamações sobre o tratamento de dados pessoais:
- E-mail: suporte@procgroup.com.br
- Telefone: (46) 3224-3532